segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
"Sometimes it feel like a barricade
That keep us away
To keep us away, it kind of does..."
[Interpol]
E eu desejo intensamente entender por quê. Quero o caleidoscópio de cores, a eletricidade.Quero me sentir vazia se não ouvir a tua voz, quero me sentir única do jeito que me chamas. Quero tanto gostar de ti, com tamanha intensidade a ponto de você se tornar vital. E quero que tu sintas o mesmo.
Escrever é um ato tão simples, mas restaurador. Ao mesmo tempo que tento em palavras acalmar a minha mente, a tempestade de sentimentos que me destruia por dentro, destruia a nós dois aqui dentro, começa a passar. E exatamente agora, ouço a minha música favorita da época em que nos conhecemos [Ok Go - End Love]. Lembro de como eramos desesperançosos, desencorajados... É a mesma música que meu despertador tocou na primeira vez que dormi contigo, que tocava quando chegava tuas mensagens. Teus sentimentos eram tão intensos que eu não conseguia lidar com eles. E sinto tanto tua falta agora como a muito não sentia. De contar as horas pra te ver, de pensar em ti e não fechar completamente os olhos, mas deixá-los abertos o suficiente pra te imaginar diante de mim. E o melhor de tudo isso é que não precisei te perder pra sentir absolutamente nada disso. Talvez em algum momento tenha te perdido dentro de mim, mas agora que te encontrei novamente, eu quero você. Agora.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Pão e Circo
sábado, 26 de junho de 2010
Tem coisas que não se consegue falar para ninguém, porém, nem guardar para si mesmo. Ando insatisfeita com o modo de agir das pessoas, não sei lidar bem com imprevisibilidade. Não sei cultivar amigos. Morrerei só. Não me casarei. Não terei filhos. Não tenho paciencia pra tudo issso, e provavelmente, não encontrarei quem tenha paciencia comigo. Me imagino daqui a alguns anos, com minha cerveja favorita na mão, ouvindo minha musica favorita no ultimo volume, ligando pra alguem que provalvemente não quer receber minha ligação. Sou mais integra sozinha, assim não machuco ninguem, sobretudo a mim mesma. Não sou da multidão, não compartilho o raciocinio de acumulação. De querer o que não se precisa. Eu me interesso por coisas mais duradouras.Sou sincera, acima de tudo, comigo mesma.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Ouvimos de menos, falamos demais, vemos muita TV, respiramos poluição e metade do mundo quer emagrecer, enquanto outra metade morre de fome.De repente as cores, o brilho das vitrines, as lojas, as roupas, nada mais faz sentido, nada mais lhe importa. Porque você vai estar morto.E os mortos não sentem nada.Tudo vai ficar quando você morrer. Nenhuma jóia, nenhum sapato, nenhuma roupa vai tornar você especial, porque nosso fim é o mesmo.É uma repulsa tão grande quando vejo alguém desejando algum objeto que custa mais da metade do seu salário, mais do que seu sacrifício para conseguir ganhar algum dinheiro honestamente.Quando se trabalha um mês inteiro, vendendo seu tempo, vendendo sua vida, para no fim de tudo, resultar na busca de um status, de um reconhecimento, de um olhar de inveja de algum desconhecido. Em busca de uma vida que não existe.Uma felicidade que não existe.É tudo um grande teatro. Ninguém consegue ver ? Objetos, valores, roupas, jóias, consumo, dinheiro, comprar, vender, ganhar, todo esse consumismo excessivo, descabido, desmedido me ofende.Vivendo aprendi que felicidade é ilusória. Sempre desejamos algo e quando conseguimos, não satisfeitos, vamos atrás de outra coisa mais no alto. Os que nascem cegos devem ser mais felizes, porque é mais fácil lidar com o mundo quando se pode ignorar, pois não se pode sentir falta de algo que nunca se teve. Não deixe que os valores da sociedade atual influenciem em suas próprias decisões. A sociedade criou vários esteriótipos para que tornassem mais iguais as pessoas dentro dela, para que fossemos facilmente identificados e manipulados.A TV, as lojas, os valores e todo o resto foram feitos para uma única massa. E dela eu não faço parte.
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