terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Ouvimos de menos, falamos demais, vemos muita TV, respiramos poluição e metade do mundo quer emagrecer, enquanto outra metade morre de fome.De repente as cores, o brilho das vitrines, as lojas, as roupas, nada mais faz sentido, nada mais lhe importa. Porque você vai estar morto.E os mortos não sentem nada.Tudo vai ficar quando você morrer. Nenhuma jóia, nenhum sapato, nenhuma roupa vai tornar você especial, porque nosso fim é o mesmo.É uma repulsa tão grande quando vejo alguém desejando algum objeto que custa mais da metade do seu salário, mais do que seu sacrifício para conseguir ganhar algum dinheiro honestamente.Quando se trabalha um mês inteiro, vendendo seu tempo, vendendo sua vida, para no fim de tudo, resultar na busca de um status, de um reconhecimento, de um olhar de inveja de algum desconhecido. Em busca de uma vida que não existe.Uma felicidade que não existe.É tudo um grande teatro. Ninguém consegue ver ? Objetos, valores, roupas, jóias, consumo, dinheiro, comprar, vender, ganhar, todo esse consumismo excessivo, descabido, desmedido me ofende.Vivendo aprendi que felicidade é ilusória. Sempre desejamos algo e quando conseguimos, não satisfeitos, vamos atrás de outra coisa mais no alto. Os que nascem cegos devem ser mais felizes, porque é mais fácil lidar com o mundo quando se pode ignorar, pois não se pode sentir falta de algo que nunca se teve. Não deixe que os valores da sociedade atual influenciem em suas próprias decisões. A sociedade criou vários esteriótipos para que tornassem mais iguais as pessoas dentro dela, para que fossemos facilmente identificados e manipulados.A TV, as lojas, os valores e todo o resto foram feitos para uma única massa. E dela eu não faço parte.

sábado, 20 de outubro de 2007

Como se não demonstrar o que se sente por alguém fosse um defeito ou uma grave deficiência. O fato de não demonstrar, não significa que não há sentimento.Talvez por temor de que possa descobrir que não era bem aquilo o que supunha que sentia, poderia haver um equívoco.Sentimentos são desleais, corruptos, extremamente voláteis. Ou que a pessoa em questão creia que, ao saber o que o outro sente, tenha-o como uma garantia com prazo de devolução.É detestável essa insatisfação humana com tudo.Chega a ser ridículo como as pessoas se contradizem com uma facilidade incrível, sem medir esforços para isso.Querem que renunciemos aos nossos princípios para agradá-los, pois precisam de alguém que diga o quão são importantes e o quanto precisamos delas. Acho que sou veterana em perder pessoas.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Síndrome do muito louquismo

- De repente você percebe que alguém (algum amigo, familiar, ou até você mesmo) começa a fazer algo que não faz sentido lógico algum.A pessoa acaba de dizer que fará algo e faz o exato contrário, logo em seguida ela fica embaraçada e não entende o porque fez aquilo.Nos últimos tempos vem sido tecida a teoria da Síndrome do Muito Louquismo. A pessoa fica acometida temporariamente por uma falta de razão. Acaba fazendo algo que não faz o menor sentido e muitas vezes se coloca em alguma situação constrangedora.Não se sabe ao certo a razão deste mal que vem assolando as pessoas do século XXI, principalmente os mais jovens! Acredita-se que as pessoas acometidas pelo Muito Louquismo tem sido expostas à stress, poluição, drogas, tensão social, dentre vários outros fatores que tiram a estabilidade mental.Então veja bem, quando alguém por perto fizer algum absurdo, seja tolerante, ele pode estar sendo alvo da Síndrome do Muito Louquismo, e você pode ser o próximo! - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33156384

Eis uma boa tese para esclarecer os meus atos automáticos acometidos de nonsense.O diagnostico é claro.O que faço realmente (não) tem explicação, motivo aparente ou coisa que o valha.Sou a típica constantemente inconstante.Ao menos agora é oficial e (falso) cientifico.Porém, um tanto convincente. Para quê se precisa de um psicólogo quando se tem o orkut ?

terça-feira, 12 de junho de 2007

“Pensamentos avulsos para o dia dos Namorados... Hoje é um dia inventado pelos fabricantes de cartões para as pessoas se sentirem como bostas. Matei o trabalho hoje... Peguei um trem para Montauk. Não sei porque, não sou uma pessoa impulsiva. Só acho que acordei com a pá virada.Tenho que concertar o meu carro! Tá frio pra burro nessa praia, Montauk em fevereiro. Brilhante, Joel! Páginas arrancadas... não me lembro de ter feito isso, pelo visto é a primeira vez que escrevo em 2 anos. A areia não é grande coisa. São só umas pedrinhas pequeninas... Se pelo menos eu conhecesse alguém novo. Acho que as chances disso acontecer são mínimas. Visto que sou incapaz de olhar nos olhos de uma mulher que não conheço. Talvez eu devesse voltar com a Naomi, ela era legal e legal é bom...”

Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças.

É o tipo de filme que é impossivel não se identificar.Não há quem não passe por isso.

Ao contrário do Joel, não faltei ao trabalho, nem fui à praia, não peguei um trem.Fui ao trabalho, peguei um ônibus, fui a locadora.Passei meia hora com Brilho Eterno em mãos, mas acho um grande clichê passar uma data como essa assistindo romances bestas principalmente com temática infeliz.Resolvi levar o clássico trash japônes e um drama barato, porém suportavél, sobre mulheres fortes.

Nunca tive vocação para ser Bridget Jones na arte de lamentar o quão é triste viver nesse mundo sem alguém para saber o quanto sou infeliz, tenho alto-estima baixa e sou insegura.Pelo contrário. Abro potes de palmito, mato baratas e troco lâmpadas.

Bom mesmo é como anda a minha vida ultimamente.Bebidas baratas, montanhas de cigarro, maquiagem borrada, música, "private jokes"...

É como a promessa daquela campanha publicitária: Sem jogo. Só esporte.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Nada = alguma coisa

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Como nada tenho sobre o que escrever, só escrevendo sobre o nada.
- Quando já não há mais nada,além do nada. Quando o buscar já não significa nada. Há de afogar em nada,como se nele tudo houvesse. E preencher o nada, com tudo, como se tudo não fosse nada ... além do nada -
Achei que esse trecho combinaria com o post de hoje.Não que tenha algo relacionado a ele, mas pelo fato de que a palavra nada aparece umas trocentas vezes.Bom, o fato é que certa vez estava lendo uma revista e me deparei com uma reportagem sobre o nada.Você sabia que o nada pesa?Ou seja o nada é tudo.Nada é quando não há matéria, certo? Então o que a reportagem quis dizer foi que se reunirmos tudo o que não há de matéria no universo, ou seja,se jogarmos tudo fora, como: gato, cachorro, papagaio, planeta, constelação...enfim!Apenas sobrar o nada (ou seja, os espaços entre os átomos) ele vai ocupar um volume igual a 73%(acho que é isso) do volume total do universo.Pelo menos foi isso que eu entendi.E também, analisando melhor a situação, acredito que no contexto gramatical, a partir do momento em que dizemos que o nada é nada ele já é alguma coisa (Isso está mais para filosofia do que para gramática).Acho que estou divagando.Enfim, pra poupar meus neurônios, prefiro deixar os físicos enlouquecerem sozinhos.
Deveria ter poupado os neurônios de vocês também.